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A Escola da Noite mantém online as últimas três circulares à comunicação social. Se necessitar de mais informações ou fotografias contacte-nos, por favor, através da nossa assessora de imprensa isabelcampante@aescoladanoite.pt ou pelos telefones 239703761 ou 239718238.


Circular de 21 de Junho de 2011


O “Teatro Menor” de Sinisterra, brevemente em Coimbra


teatro menor
A Escola da Noite prepara o seu próximo espectáculo, “Teatro Menor”, a partir de um conjunto de peças curtas do espanhol José Sanchis Sinisterra, com encenação de António Augusto Barros.

Os textos utilizados no espectáculo, escritos entre 1987 e 2000, foram publicados nas obras “Misero Próspero”, “Pervertimiento y otros gestos para nada”, “Dos tristes tigres” e “Vacío” tendo sido reunidos numa edição intitulada “Teatro Menor”, em 2008. José Sanchis Sinisterra (Valência, 1940) reúne nessa obra 50 textos "breves e brevíssimos" de espectáculos fundadores do Teatro Fronterizo, assim como outros escritos elaborados ao longo da sua carreira de encenador, professor e coordenador de seminários de escrita que fizeram dele o principal responsável pela formação de gerações de escritores dramáticos em Espanha e no mundo ibero-americano.

Esta é a primeira incursão da companhia na obra de José Sanchis Sinisterra e insere-se na abordagem à dramaturgia espanhola contemporânea iniciada pel'A Escola da Noite em Novembro de 2010, com a estreia do espectáculo “Noite de amores efémeros”, de Paloma Pedrero. O projecto inclui ainda seis "Jornadas de Dramaturgia Espanhola Contemporânea", que visam divulgar junto da comunidade teatral e do grande público a actualidade do teatro espanhol, cruzando os discursos de especialistas e investigadores académicos com a intervenção directa dos autores. Depois de Paloma Pedrero, Virtudes Serrano e Angelica Liddell, três outros dramaturgos espanhóis - Antonio Onetti, Juan Mayorga e o próprio José Sanchis Sinisterra - virão a Coimbra até ao final do ano.







José Sanchis Sinisterra
José Sanchis Sinisterra
Professor do Instituto del Teatro de Barcelona, desde 1971 até hoje.
Em 1981 promove e preside a associação cultural “Escena Alternativa”, que funciona até 1984. De 1988 até 1997 é director da Sala Beckett de Barcelona, sede de El Teatro Fronterizo. Em 1993, director artístico do Festival Iberoamericano de Teatro de Cádiz. Em 2005-06, director artístico do Teatro Metastasio, Stabile della Toscana (Prato.) Em 2007 é eleito membro da junta directiva da Sociedade General de Autores y Editores (SGAE). Como encenador, dirigiu obras de Cervantes, Lopes de Rueda, Lope de Vega, Joan de Timoneda, Molière, Racine, Shakespeare, Pirandello, Tchékhov, Strindberg, O'Neill, Saroyan, Cocteau, Giraudoux, Anouilh, Brecht, Kipphard, Dragún, Rodríguez Mendez, Brossa, Beckett, Mayorga, assim como dramaturgias próprias sobre textos narrativos de Joyce, Kafka, Melville, Sábato, Collazos, Beckett, Cortázar, Buzzatti… Dirigiu também algumas das suas próprias obras. É autor de mais de quarenta textos teatrais, entre originais, adaptações e dramaturgias, alguns inéditos, entre os quais se destacam Terror y miseria en el primer franquismo (quatro cenas, 1979); Ñaque o De piojos y actores (1980); Ay, Carmela! (1986); El lector por horas (1996); Flechas del ángel del olvido (2004); Próspero sueña Julieta (o viceversa) (2010). Muitos estreados por El Teatro Fronterizo e parte deles traduzidos, estreados e/ou publicados em França, Alemanha, Inglaterra, Portugal, Itália, Grécia, Bélgica, Holanda, Suíça, Rússia, Eslovénia, Dinamarca, Bósnia-Herzegovina, Ex-Checoslováquia, Turquia, Lituania, etc. Várias das suas obras são representadas regularmente em diversos países da América Latina (México, Brasil, Colômbia, Venezuela, Argentina, Uruguai, Chile, Equador, Bolívia, Cuba, Nicarágua, Costa Rica, Perú, etc.) Premio de Teatro “Carlos Arniches” (1968), Premio de Poesia “Camp de l'Arpa” (1975), Premio Nacional de Teatro (1990), Premio “Lorca” (1991), Premio de Honor del Instituto del Teatro de Barcelona (1996), Premio “Max” al Mejor Autor (1998 e 1999), Premio Nacional de Literatura Dramática (2003). Premio “Life Achievement Award” do XXIII International Hispanic Theatre Festival de Miami (2008), Medalla do CELCIT (2010). Publicou ensaios e artigos de teoria teatral e pedagogia em diversas revistas, grande parte deles reunidos no livro “La escena sin límites. Fragmentos de un discurso teatral”, Ñaque Editora, Ciudad Real, 2002.

in http://www.nuevoteatrofronterizo.es/





Isabel Campante
A Escola da Noite
Teatro da Cerca de São Bernardo
Cerca de São Bernardo
3000-097 COIMBRA

telefone 239 718 238

fax 239 703 761
tlm 966 302 488

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site www.aescoladanoite.pt
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Circular de 31 de Março de 2011

A Escola da Noite suspende programação externa do TCSB

A Escola da Noite sofreu um corte de 37% no financiamento do Ministério da Cultura no concurso de apoio às artes para 2011-2012, cujos resultados foram anunciados esta segunda-feira.

Trata-se do maior dos vários cortes graves registados entre outras estruturas de criação financiadas pelo Estado, sendo muito superior à percentagem que o Ministério anunciou “ter de aplicar” às estruturas que apoia (23%) e mais de duas vezes acima do corte médio efectivamente registado (17%).

Este corte, que tem gravíssimas consequências sobre a actividade e o funcionamento da companhia, é discriminatório, injusto e irresponsável.

1. discriminação

Ao contrário do que o Ministério anunciou publicamente, os cortes não foram aplicados de maneira equitativa pelas várias estruturas de criação com contratos plurianuais com a Direcção-Geral das Artes. A taxa de 23% anunciada pela Ministra da Cultura numa sessão “plenária” na Cinemateca em Novembro de 2010, traduziu-se, na prática, em situações muito diferenciadas: uma redução de 13% para as estruturas com apoios quadrienais e uma redução média de 24% para as estruturas com apoios bienais. Ao mesmo tempo, as estruturas com apoios anuais obtiveram, no seu conjunto, um aumento de 46%. Dentro desta incompreensível e injustificada discriminação, A Escola da Noite é a estrutura mais penalizada, com um corte de 37%.

2. injustiça

Para além da injustiça relativa, quer em relação às estruturas com contratos quadrienais, quer em comparação com as companhias com contratos a dois anos, A Escola da Noite sente-se injustiçada em relação ao seu próprio percurso e ao trabalho desenvolvido ao longo dos 19 anos de actividade permanente. Os 200 mil Euros / ano que o Ministério agora propõe como apoio à companhia são inferiores ao financiamento no arranque da companhia, em 1992. Uma penalização que é contraditória com a avaliação qualitativa feita pelo júri, que faz "uma leitura global muito positiva do desempenho conhecido da companhia e do seu papel na região onde se insere", e pela Comissão de Acompanhamento e Avaliação, presidida pelo Director Regional da Cultura do Centro, que considerou “exemplar” a forma como a companhia desenvolveu o seu trabalho nos últimos anos.

3. irresponsabilidade

Por outro lado, o Ministério despreza o facto de A Escola da Noite assumir o duplo papel de estrutura de criação e de responsável pela gestão e programação do Teatro da Cerca de São Bernardo, com dois anos de provas dadas, no lançamento e na dinamização regular e qualificada deste novo equipamento da cidade. Este trabalho tem sido feito sem um financiamento específico para a programação, à custa do (já insuficiente) orçamento de que a companhia dispunha. Em 2010, as despesas com a gestão e a programação do TCSB foram de 160 mil Euros, dos quais 60 mil foram investidos pela própria companhia.  Com este corte, o MC mostra-se irresponsavelmente desinteressado das condições em que pode ou não funcionar um teatro que ajudou a financiar e que faz parte da Rede Nacional de Teatros e Cine-Teatros.

Tal como escrevemos em 2008, este modelo de concursos, que trata por igual realidades muito diferentes, é absolutamente desadequado para lidar com casos específicos como o d'A Escola da Noite no Teatro da Cerca de São Bernardo. Torna-se por isso urgente a celebração de outro tipo de contratos entre as estruturas de criação, a Administração Central e as autarquias, pensados caso a caso e capazes de assegurar a estabilidade mínima indispensável ao bom funcionamento destes grupos e destes equipamentos.


Neste cenário, colocada perante a necessidade de lutar pela sua própria sobrevivência enquanto estrutura de criação e sem meios humanos e financeiros que lhe permitam assegurá-la, A Escola da Noite é, para já, forçada a suspender a programação externa do Teatro da Cerca de São Bernardo durante o segundo trimestre de 2011.

 

A Escola da Noite

Coimbra, 31 de Março de 2011.


Isabel Campante
A Escola da Noite
Teatro da Cerca de São Bernardo
Cerca de São Bernardo
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Circular de 31 de Janeiro de 2011
A Escola da Noite acolhe Teatro Meridional em residência artística no TCSB

O Teatro Meridional estará em residência artística em Coimbra, no Teatro da Cerca de São Bernardo, entre 7 e 13 de Fevereiro. O programa inclui dois dos mais recentes espectáculos - “Contos em Viagem: Cabo Verde” e “1974” - , um recital de poesia, um workshop, uma exposição, um documentário e várias oportunidades de conversa com o público.

Recentemente distinguido com o Prémio Europa Novas Realidades Teatrais (entre vários outros prémios que recebeu ao longo dos anos) e com a mesma idade d'A Escola da Noite, o Teatro Meridional é uma das mais importantes companhias de teatro portuguesas. O seu original e consistente percurso artístico distingue-se no panorama nacional e internacional pela importância atribuída ao trabalho do actor e por três linhas essenciais de reportório: a encomenda de textos originais, a adaptação de textos não teatrais (com predominância para a literatura lusófona) e o cruzamento em palco de várias linguagens artísticas, criando espectáculos em que a palavra “não é a principal forma de comunicação cénica”.

Os espectáculos escolhidos para esta residência artística em Coimbra são dois belíssimos exemplares deste percurso: “Contos em Viagem” reúne textos (prosa e poesia) de mais de uma dezena de autores cabo-verdianos; “1974” é uma interpelação poética aos espectadores sobre o país em que vivem, a partir de três períodos essenciais do passado recente – a Ditadura, o 25 de Abril e o pós-revolução e a entrada de Portugal na Comunidade Europeia. Em termos cénicos, o espectáculo adopta “um ponto de vista sensorial”, destacando-se, perante a quase ausência de palavras, o rigoroso trabalho (corporal, coral) dos actores, a banda sonora original de José Mário Branco e o trabalho plástico (cenário e figurinos) de Marta Carreiras.

Ainda no âmbito da residência, a actriz e encenadora Natália Luíza (co-directora da Companhia) apresentará o recital “Portugal dos Poetas”, o director artístico Miguel Seabra dirigirá um workshop para jovens actores e estudantes do ensino artístico e serão exibidos um documentário e uma exposição fotográfica sobre a preparação do espectáculo “1974”.

Como é objectivo deste modelo de residências (desde 2009, o TCSB já acolheu assim o Teatro O Bando, Vera Mantero e Joana Providência), o público terá assim oportunidade de contactar com uma mostra alargada do trabalho e do percurso criativo da companhia, podendo inclusivamente aproveitar para trocar impressões e debater com os artistas em várias ocasiões – conferência de Miguel Seabra, conversas após os espectáculos, entre outras.

À excepção dos espectáculos “Contos em Viagem” e “1974” (para os quais é possível adquir bilhete conjunto em condições especiais) e do workshop (cujo número máximo de inscrições foi rapidamente atingido), todas as restantes iniciativas têm entrada livre.

Aceite o convite destes dois grupos e faça-nos companhia!